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Bares insalubres e sem alvarás são interditados durante operação Grito de Carnaval

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Cuiabá celebra, a partir deste sábado, 7 de fevereiro, um importante marco na promoção da inclusão e do esporte, com o lançamento oficial do Centro de Referência Paralímpico Brasileiro de Cuiabá (CRPB-Cuiabá), no Complexo do Ginásio Dom Aquino, uma iniciativa da Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Adjunta de Esporte e Lazer. A data tão esperada contou com a realização do 1º Festival Paradesportivo, com mais de 70 participantes inscritos pelo sistema online. O prefeito Abilio Brunini prestigiou a programação, conversou com pais e fez a alegria da criançada.

O Centro de Referência Paralímpico oferecerá oportunidades de desenvolvimento físico, social e educacional por meio de várias modalidades esportivas para crianças com deficiência a partir dos 7 anos de idade. Segundo alguns pais, é uma oportunidade de transformar vidas e resultar em atletas de alto rendimento, capazes de competir fora do estado, além de ser um espaço de oportunidades também para os pais e de possibilidades para levar o nome de Cuiabá para o Brasil, por meio do esporte paralímpico. A expectativa é que, por meio das escolinhas e das atividades adaptadas, o centro se torne referência nacional na formação de novos atletas paralímpicos e na promoção da cidadania.

O secretário municipal de Esportes, Otávio Rodrigo Palácio, explicou que o Centro de Referência Paralímpico Brasileiro de Cuiabá atenderá já a partir de segunda-feira (9), com três tipos de deficiências elegíveis para o esporte paralímpico: deficiência física, deficiência intelectual (CID: para o esporte paralímpico, de F.79 a F.79.9) e deficiência visual. Dessa forma, avançamos com o objetivo de promover o esporte paralímpico desde a base até o alto rendimento. Outras deficiências poderão ser atendidas no futuro, conforme as diretrizes do Comitê Paralímpico Brasileiro.

Além do Centro de Referência, com as modalidades paralímpicas, o Ginásio Dom Aquino continuará com os esportes convencionais, permitindo que crianças sem deficiência participem de atividades olímpicas, garantindo integração e diversidade na prática esportiva.

Na oportunidade, foram realizadas matrículas de quem ainda não se inscreveu. Todas as crianças inscritas passam a integrar oficialmente o programa, que inclui atividades adaptadas de acordo com cada deficiência.

“O lançamento do Centro de Referência Paralímpico de Cuiabá é um sonho que vem sendo construído há mais de um ano. Trata-se de uma parceria com o Comitê Paralímpico Brasileiro, que vai disponibilizar 300 vagas para que pessoas com deficiência possam praticar esportes aqui na nossa capital. Serão oferecidas diversas modalidades, como natação, atletismo, entre outras atividades adaptadas, garantindo que as pessoas com deficiência tenham acesso ao esporte em nossa cidade e façam dele parte da sua cultura e do seu dia a dia”, frisou o secretário municipal de Esporte, Jefferson Neves.

Segundo o secretário, o trabalho tem sido realizado com uma gestão voltada ao incentivo de hábitos saudáveis, promovendo o incremento das atividades esportivas. “Queremos uma Cuiabá mais ativa e inclusiva, alcançando pessoas com deficiência que antes não tinham acesso a essas oportunidades. O Centro de Referência Paralímpico de Cuiabá reforça que o esporte é mais do que competição, é um instrumento de inclusão, autoestima e integração social, proporcionando às crianças a oportunidade de descobrir seu potencial”, declarou.

“Hoje é um dia que fica marcado na história. Essa iniciativa muda de forma concreta a vida das pessoas em Cuiabá, especialmente no que diz respeito à vivência esportiva. São várias modalidades, atendendo diferentes deficiências, o que é fundamental para essa evolução. Isso não pode ser deixado de lado, precisamos lutar para que esse trabalho continue. É importante destacar que o prefeito Abilio Brunini também luta por essa causa. Valorizar as pessoas com deficiência é essencial, porque temos muitos talentos aqui que acabam indo para fora, e precisamos trazê-los de volta, fortalecendo toda a nossa estrutura. Parabenizo a todos os envolvidos e sei da importância desse momento”, destacou o secretário adjunto de Inclusão Social de Cuiabá, Andrico Xavier.

O coordenador do Centro de Referência Paralímpico, Altemir Trapp, ressaltou o momento especial para a cidade e deu detalhes sobre o trabalho.

“Esse projeto vem de São Paulo, por meio do nosso órgão máximo, o Comitê Paralímpico Brasileiro, e essa parceria tem como principal objetivo promover a inclusão de crianças com deficiência por meio da prática esportiva. O esporte é uma ferramenta poderosa de transformação social, de desenvolvimento humano e de fortalecimento da autoestima. É por meio dele que oferecemos oportunidades reais para que nossas crianças, jovens e adultos possam crescer, se desenvolver e sonhar. Quero agradecer, de forma especial, a toda a equipe da Prefeitura de Cuiabá, em nome do nosso secretário Jefferson, do secretário Otávio, do secretário de Inclusão Social, Andrico, enfim, a todos que prestigiam este evento. Meu agradecimento também a todos os voluntários que, de forma fantástica, se dedicam integralmente às nossas atividades. E um agradecimento muito especial aos professores, verdadeiros protagonistas desse trabalho. Vocês são essenciais na formação e na educação das nossas crianças, jovens e adultos, assim como no apoio às famílias. Especialmente aos pais, que não medem esforços para oferecer melhores condições de vida e desenvolvimento aos seus filhos”.

Especificamente, as aulas de natação serão desenvolvidas na Emeb Maria Dimpina, que possui uma boa estrutura. Presente na solenidade, a diretora da escola, Fernanda Rosa, destacou a importância de estar recebendo o projeto na unidade de ensino.

“Nós vamos acompanhá-los, acolher as famílias e apoiar a Secretaria de Esportes nesse processo. Esperamos que esses alunos se sintam à vontade e estamos prontos não apenas para apoiá-los, mas também para aprender com eles, buscando lidar cada vez melhor com as necessidades específicas. É um processo de aprendizado para nós”, pontuou.

Estiveram presentes o diretor da Associação Mato-grossense dos Cegos, Carlos Henrique, e o presidente e o vice-presidente da Federação Mato-grossense de Tênis, José Jurandir de Lima Jr. e Ricardo Cintra, respectivamente. A vereadora Michele Alencar também marcou presença.

Profissionais e universitários de várias áreas afins, como educação física, fisioterapia, pedagogia, medicina, psicologia e enfermagem, atuaram no evento como voluntários e receberão certificado de participação.

Pais ressaltam a importância do espaço

Priscila dos Reis Amorielo é mãe de Isadora Amorielo, de 8 anos. A menina é cadeirante e está participando pela primeira vez de atividades esportivas. A Isadora nasceu prematura extrema, com seis meses de gestação gemelar, quando estava tudo bem. Mas, devido à prematuridade, ela acabou tendo atraso motor.

Hoje, Isadora estuda e está no terceiro ano. Segundo a mãe, que tem outros dois filhos, um de 13 anos e outro de 3, será muito valioso para o desenvolvimento da filha.

“Na verdade, as atividades esportivas que eu conhecia eram só em Várzea Grande, e para mim ficava muito longe para levá-la. Agora que terá aqui em Cuiabá, é mais perto de casa, já fiz a inscrição dela. Priscila ficou bastante animada quando eu contei. Vai ser a primeira vez, porque até então ela só participou de terapias, fisioterapia, hidroterapia, mas atividade esportiva mesmo ela nunca fez. Hoje já está sentindo o gosto das atividades”, contou a mãe.

Dona Erenice Borges Leite é mãe de Lucas Gabriel, 15 anos, que já arrasou no boxe durante o Festival. Como as demais mães, ela enfrentava dificuldade para levá-lo para a cidade vizinha (Várzea Grande), onde participava de atividades esportivas.

“Era muito difícil acompanhá-lo e me locomover até lá, por conta das dificuldades de acesso e mobilidade. Agora, com a oportunidade aqui em Cuiabá, ficamos muito felizes, não imaginam como é importante para nós. Não só para mim, mas também para outras mães. Para nós, é muito gratificante poder proporcionar aos nossos filhos um momento tão especial como esse. Com a Prefeitura de Cuiabá abrindo este espaço, facilita muito a nossa vida e a participação dos nossos filhos. Meu filho está animado, ansioso para começar. Espero que tenha um grande futuro pela frente”, revelou.

Marinalva Alves da Costa, mãe de Thiago Alves da Silva, 18 anos, cadeirante e com hidrocefalia, está confiante. “É a primeira vez que ele vai participar. Como o ciclo de aulas dele já encerrou no ano passado, eu resolvi colocá-lo para não ficar só parado em casa. Acho que vai ser muito bom para ele. Está muito contente, principalmente por estar com as outras crianças”.

Atletas de alto rendimento

Entre os alunos já inscritos está Maria Eduarda, filha de Fabíola Agostinho. A menina, cadeirante, também frequentava atividades na cidade vizinha. A mãe revela que sempre corre atrás das oportunidades pensando no desenvolvimento da filha, que já participa de competições fora e é atleta de alto rendimento.

“O diagnóstico não era bom, ninguém dava nada por ela, não viam futuro para ela. Ela não fazia nada sozinha, não comia e não bebia sozinha. Com o esporte, a vida dela mudou, já viaja sozinha com o pessoal da organização. Então, um centro de atividades esportivas traz visibilidade para a pessoa com deficiência e promove a inclusão dentro do esporte. Parabéns à Prefeitura, parabéns a todos. É assim, com iniciativas como esta, que vamos crescendo de mãos dadas, todos juntos. O centro de referência aqui em Cuiabá vai ser muito melhor para nós, pelo acesso, por possibilitar vir com ela e conseguir transitar”, declarou.

Ela torce por mais medalhas, tendo em vista que a filha já conquistou várias. Mas avalia que “medalhas não são tudo” e que a torcida é sempre pelo crescimento dos filhos. “Tenho muitas amizades aqui dentro do Centro de Referência e nossos filhos têm o mundo inteiro pela frente”.

A diretora da escola Maria Dimpina participou de uma experiência com cadeira de rodas durante o 1º Festival Paradesportivo, simulando como se fosse uma pessoa com deficiência, e relatou: “Olha, na verdade, quem é limitada sou eu, porque eu não sei fazer as manobras com a cadeira. Percebi que precisava usar mais os braços, e eu não tenho essa habilidade, algo que a pessoa com deficiência já desenvolve. Nesse caso, a limitada fui eu. Foi de grande aprendizado me colocar no lugar do outro, uma experiência muito enriquecedora”.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT


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