Oziane Rodrigues | Assessoria do vereador Tenente Coronel Dias
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga o contrato de 30 anos firmado pelo ex-prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro, junto à CS Mobi, avança para a etapa de oitivas nesta sexta-feira (10), às 15h, na Câmara Municipal.
Instalada para apurar possíveis irregularidades no contrato de Concessão Administrativa nº 558/2022, a CPI agora concentra esforços na coleta de depoimentos de autoridades consideradas estratégicas.
Entre os convocados estão o procurador-geral do município, Luis Antônio Araújo Junior; o controlador-geral Wesley Bucco e o ex-diretor da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana de Cuiabá (Semob), Michel Diniz.
De acordo com o presidente, antes do início das oitivas, os membros da comissão se dedicaram à análise minuciosa dos documentos encaminhados, etapa considerada essencial para conduzir os questionamentos de forma objetiva. “Precisávamos entender profundamente o material recebido para, então, ouvir as pessoas-chave e obter respostas claras sobre esse contrato”, destacou.
Entre os principais pontos sob investigação estão suspeitas de direcionamento no processo licitatório, possível conflito de interesses e a legalidade da contraprestação mensal de aproximadamente R$ 1,1 milhão pelo período de 30 anos.
Outro foco da apuração envolve a atuação do consórcio vencedor, o Consórcio CS Mobi Cuiabá, que inclui a Promulti Engenharia. Há indícios de que a empresa participou da fase inicial do projeto, ainda em 2019, por meio de um Estudo de Manifestação de Interesse (PMI).
Além disso, os vereadores também irão avaliar aspectos como a concessão do estacionamento rotativo e a expansão do serviço em diferentes regiões da capital.
Compõem a CPI, além do presidente, os vereadores Dilemário Alencar (vice-presidente), Ilde Taques (membro) e os suplentes Demilson Nogueira, Eduardo Magalhães e Sargento Joelson.
Com o avanço para a fase de depoimentos, a expectativa é que a comissão consiga esclarecer os principais pontos do contrato e dar respostas à população cuiabana.
Fonte: Câmara de Cuiabá – MT